Para contrapor a epidemia da dependência química que aniquila milhares de jovens no Brasil e em todo o planeta, promovendo mortes prematuras, luto das famílias e o sofrimento coletivo também reconhecido como coodependência; problemas que atingem proporções reconhecidas pelo próprio governo como de saúde pública, a sociedade organizada através de entidades envolvidas na luta para salvar vidas refletiu intensamente durante a Semana Nacional Antidrogas e chegou à conclusão de que não se deve caminhar de forma isolada. Só a união de todos, um processo que pode se chamar de formação de redeou de coalisão, com ações reforçadas de políticas públicas poderemos estancar a sangria e enfrentar o inimigo comum da Pátria, ou seja, o avanço da dependência química.
Durante a Semana Nacional de Combate as Drogas Cuiabá, assim como emtodo o País, pessoas ligadas a movimentos sociais, entidades governamentais e não governamentais promoveram um amplo debate sobrea necessidade de estabelecer políticas públicas de prevenção e recuperação de dependentes químicos. Eventos como o Seminário da Pastoral da Sobriedade avançaram no pensamento de que a luta isolada não dá a resposta para a população que no dia a dia agoniza no cárcere de emoções destruídas, transformado no próprio silêncio dos inocentes. Nesse exato momento em todos os cantos, em muitos lares pessoas choram de forma silenciosa a perda de entes queridos ou a” morte anunciada “ do dependente químico. As lágrimas que correm pela Pátria, que embora entoada como mãe gentil, “não consegue convencer até o momento, que é forte o suficiente para “amparar e proteger seus filhos dos monstros que comandam o narcotráfico, que se infiltram na sociedade com apelos muito bem camuflados.
A sociedade deve ficar atenta as mensagens subliminares, na apologiadas músicas, da propaganda, da moda, de um “maneira de ser diferente”, de uma contestação de valores éticos , morais e do verdadeiro berço que define desde cedo valores morais e fortes para que nós cidadãos possamos escapar do assédio dos traficantes. A governo atua de forma lenta na solução de um problema emergencial que mata mais que as guerras e tragédias que assolam a humanidade. Até ontem a atenção e os recursos públicos para o combate as drogas foi direcionado para a repressão, no combate ao narcotráfico e apreensão de carregamentos. Embora louvável , a sociedade entende que a falta de políticas públicas que atendam todos os lados do problema provocou um verdadeiro “caos na vidadas famílias”.
Sem referências para o enfrentamento da questão já consolidada nos lares, pais e mães caminham de um lado para o outro em círculos, semchegar a lugar algum, de uma forma desigual na tentativa de salvar, resgatar seus familiares dessa promessa de morte, anunciada, ou seja, a dependência química. Nessa luta desigual, pessoas clamam por respostas mais consistentes na busca de solução para o tratamento da doença, na construção de clínicas de recuperação, cobertura integral do tratamento pelo Sistema único de Saúde, apoio integral aos familiares comatendimento jurídico, psicológico, mais policiamento , políticasintegradas nos setores de prevenção e recuperação de uma doençaque embora reconhecida pela Organização Mundial da Saúde submete famílias, expõe suas vítimas ao preconceito e a indiferença de quemainda não provou desse cálice de sangue.
Por Roseli Cordeiro

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